Os dispositivos chamados “neurônios biônicos” ou Bions (marca registrada) já estão sendo testados no tratamento de diversas doenças de origem neurológica, como a incontinência urinária, por exemplo. Implantados nas vizinhanças dos nervos, esses aparelhos emitem microimpulsos elétricos que estimulam a atividade dos nervos e músculos adjacentes.

Tornaram-se possíveis graças à combinação de três equipamentos desenvolvidos por três corporações: uma bateria minúscula que consegue funcionar nas condições da temperatura do corpo, produzida em colaboração entre Argonne e Quallion LLC; um microestimulador, da Advanced Bionics; e um sistema de controle remoto capaz de reprogramar e recarregar a bateria, também criado pela Advanced Bionics.

O aparelho completo é 35 vezes menor que uma pilha média comum e é colocado por meio de procedimentos minimamente invasivos. Já os outros dispositivos atualmente usados com a mesma finalidade são bem mais volumosos, carregam baterias maiores e necessitam de cirurgias complicadas para implantar fios e conectores no paciente.

“A nossa é a menor bateria cilíndrica e recarregável já desenvolvida”, diz Hisashi Tsukmoto, principal executivo da Quallion. “Ela garante uma fonte de energia de longa duração, superando um dos mais antigos obstáculos enfrentados pela medicina microeletrônica.”

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